Este blogger contém o registro dos processos de trabalho em ateliê para a execução e montagem do Projeto Ressonâncias.
A edição brasileira do projeto é resultado da oficina ministrada pela artista e Professora da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Dra. Virgínia Fróis, por ocasião da Exposição e Seminário "Três Poéticas Dissonantes" - Escultura Contemporânea Portuguesa, a ser realizado no Instituto de Artes da Unesp - SP/ Brasil em setembro de 2012. Com a curadoria e organização da Professora Dra. Lalada Dalglish, o evento contará também com uma extensa programação de palestras, mesas-redondas e workshops.

This blogger contains the record of the processes at work in the studio for the implementation and installation of the Project Resonances. The Brazilian edition of the project is a result of the workshop taught by artist and Professor at the Faculty of Fine Arts, University of Lisbon, Dr. Virginia Frois, at the Exhibition and Seminar "Three Poetic Dissonant" - Contemporary Sculpture Portuguese, to be held at the Institute Arts Unesp - SP / Brazil in September 2012. With the organization and curation of Dr. Lalada Dalglish, the event will also feature an extensive program of talks, roundtables and workshops


Mostrando postagens com marcador Unesp. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Unesp. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de julho de 2013

RUMO A SÃO JOÃO DEL REI - MG

Agora, no mês de julho, o Projeto Ressonâncias, de Virgínia Fróis, tem continuidade através de workshop ministrado pela equipe dos alunos de pós-graduação do Instituto de Artes da Unesp, em parceria com a Universidade Federal de São João Del Rei. Acompanhem  a programação e o resultado pelo blogger:


domingo, 30 de junho de 2013

Projeto Ressonâncias: Conceitos e Processos

Artigo originalmente apresentado em CONTAF 2013

Autores
Camila da Costa Lima
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp

Alexandre Gomes Vilas Boas
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp

Patrícia Yuki Omoto
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp

Valéria Elisabete Rodrigues
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp

Elaine Santos
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp

Stela Mara Herzog Khede
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp


RESUMO

A proposta deste trabalho é apresentar o Projeto Ressonâncias II, suas intenções, experiências dos participantes envolvidos e o processo de produção de obras que resultaram em uma exposição itinerante.
Criado e coordenado pela escultora e professora da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Virgínia Fróis, este projeto ocorreu no atelier de cerâmica do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Unesp, entre os meses de Agosto e Setembro de 2012, como uma continuação da ideia inicial apresentada em Portugal no mesmo ano.
A matéria prima básica para o desenvolvimento da proposta foi o barro. Mas também, foram combinados ou fizeram parte do processo de produção outros materiais, resultando na criação de obras ímpares, carregadas de significados.
Ao apresentar este trabalho e compartilhar experiências se pretende destacar as possibilidades do fazer cerâmica, além de propor que o projeto iniciado  em Portugal continue ativo, em diferentes ateliers, comunidades e escolas.

INTRODUÇÃO

No ano de 2012, complementando as comemorações do ano de Portugal no Brasil, o Programa de Pós Graduação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp sob curadoria da Profa.Dra.Lalada Dalglish, convida a professora Virginia Fróis, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa para compor a exposição Três Poéticas Dissonantes, juntamente com Ricardo Casimiro e Noemia Cruz.
Diferente dos dois artistas Virginia Fróis optou por produzir suas obras aqui no Brasil, na própria Universidade, por meio de um workshop com a participação dos alunos da graduação, pós graduação e da comunidade. Durante um mês, um grupo com 12 integrantes trabalhou seguindo os conceitos e as orientações da experiente artista.

RESSONÂNCIA I: de Portugal para o Brasil

O trabalho Ressonância I foi apresentando em um projeto que envolvia também outros artistas, no Convento dos Capuchos, em Portugal, durante os meses de Julho e Agosto de 2012.
Até ser colocado em prática, este projeto foi planejado por cerca de dois anos através de uma sequência de processos que envolviam o uso de diversos materiais. Virginia Fróis deu início às suas pesquisas a partir de uma obra que fez em 2008 nos dez anos da morte de Jorge Vieira, quando foi convidada junto com outros artistas para uma exposição coletiva na Casa de Artes Jorge Vieira, com quem iniciou seus trabalhos na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, sendo sua assistente. As primeiras ideias remontavam a cabeças que se entrecruzavam, e assim realizou uma obra suspensa, um par de cabeças-urnas (fig. 01). A partir daí começou a desenvolver o conceito de Ressonância. 



Fig. 01: Virginia Fróis, Cabeças Suspensas, 2008

O projeto teve início com a realização de um molde de gesso de sua própria cabeça e, a partir deste, fez cabeças em positivo e negativo, em cera virgem de abelha e argila. Com estas cabeças prontas passou para mais uma etapa, envolvendo estas cópias de sua cabeça por uma camada de argila, formando uma espécie de cápsula, que já quase seca foi cortada, queimada e montada novamente sendo selada com uso novamente da cera.
Tratou-se de um trabalho em que um processo leva a outro, desperta outro, pede pela experimentação, a fusão de materiais e técnicas – uma ressonância. O significado envolvido na palavra ressonância leva ao entendimento de parte dos conceitos presentes na produção das obras, conforme cita a própria artista em texto de apresentação de seu projeto em Agosto de 2012: “Entendo Ressonância como a relação com um outro. Uma coisa nossa que ressoa no outro (identificação) e que retorna clara ou por vezes mais complexa.” Este sentido de ressonância se faz presente no momento de realização da obra e continua depois da finalização, durante a exposição.
Para a instalação Ressonância I, Virginia Fróis produziu nove cápsulas, a partir de um molde de sua cabeça, estas peças foram expostas penduradas por fios, aproximadamente na altura dos olhos do observador, dispostas lado a lado, formando um círculo, de modo que os visitantes podiam entrar neste círculo, se posicionarem frente a elas, habitá-las, senti-las, se comunicarem.


Fig. 02: Virginia Fróis, Ressonâncias I, Convento dos Capuchos, Portugal, 2012

RESSONÂNCIAS II

Este projeto teve seu início com um workshop que durou um mês  e resultou com a produção de obras para a instalação Ressonâncias II que compôs a exposição Três Poéticas Dissonantes. Os conceitos e processos presentes neste processo   de trabalho se basearam nos  que vinham sendo desenvolvidos por Virginia Fróis nos últimos anos e, principalmente nos utilizados em Ressonâncias I.
A artista em suas produções mais recentes também questiona as emoções, os saberes, a posição do outro, suas obras não são pensadas para serem observadas à distância, conforme cita Sara Antónia Matos no texto Religare (2012): “É para o trabalho conjunto sobre a memória, o luto e as experiências sensíveis, próprias da existência humana, que remete o trabalho da artista, ao lembrar que cada indivíduo não tem existência isolada”.
Deste modo o workshop, ocorrido nas dependências da Unesp, foi também uma vivência, um fazer coletivo, motivado pela experiente artista. Se foi  construindo em cada etapa de trabalho uma relação de união dos participantes, guiados pelo entusiasmo do fazer artístico que não era mais individual, mas sim um processo que resultaria em uma instalação com obras de um grupo diante de um conceito. O objetivo da artista foi promover a partilha, utilizando-se da cabeça como um objeto de estudo e como forma para criar metáforas relacionadas com questões anteriores, em um aprendizado com o corpo e que vem do corpo e no momento do modelar devolver para esta cabeça reflexões e pensamentos.
O trabalho envolveu as relações entre distintos materiais como gesso, cera de abelha, argila, engobes, fogo, mas também questões pessoais, sentimentos construídos ao longo de nossas vidas e que de certa forma, também foram direcionados para o fazer artístico, como afirma a própria artista em texto de apresentação do projeto junto a Unesp: “É muitas vezes essa a matéria da arte. Nódulos, vazios, espaços inacessíveis, que podem ser usados como espaços potenciais para o desenvolvimento da criação artística, aos quais acedemos de forma muitas vezes intuitiva dentro dos processos de trabalho.”
No momento de concepção de uma obra, Virginia Fróis emprega em cada detalhe uma simbologia que colabora no enriquecimento do contexto final. Para a instalação Ressonâncias II, a artista completou a montagem da instalação com alguns elementos como o sal que possui diversos significados, além dos relacionados com questões pessoais da artista (tinha um avô salineiro), para ela é um símbolo muito rico, da aliança, ligados aos sentidos, a potência, também um símbolo de pureza, Cristo foi designado como o sal da terra, e também como matéria branca cristalizada que irradia luz e também está ligado a água, onde se dissolve.  É ainda um símbolo de pureza e também de perpetuidade. Também foram usados sinos, que servem como um alerta para o que de mais terrível nos atravessa em forma de pulsões ou desejos brutos, e o chumbo preso abaixo das cápsulas de cerâmica representando a individualidade incorruptível e também como os alquimistas buscavam desprender-se das concepções individuais para chegar a valores coletivos e universais. O sal ganha aqui também uma metáfora em relação ao oceano que separa e une os países.

O PROCESSO DE TRABALHO: Ideias, Materiais e Técnicas

No primeiro contato Virgínia apresentou seus trabalhos anteriores através de imagens e explanação verbal, uma conversa com o grupo, após isto, foi iniciado o processo de trabalho. O primeiro passo foi a produção dos moldes das cabeças com atadura gessada, sempre a partir de orientações e com a supervisão da artista.
A próxima etapa foi o preparo de gesso para reforçar os moldes. Esta etapa foi imprescindível, principalmente, porque o mesmo molde iria receber a fundição em cera e também ser moldado em argila. Após a secagem dos moldes, já reforçados, se iniciou a fundição em cera e posteriormente, também foi usado para a moldagem em argila.
Durante o processo de trabalho foram utilizados vários tipos de argila incluindo a terracota vermelha, para ser moldada sobre o molde de gesso e se obter uma segunda cabeça, de argila. Após um período para secagem o molde foi aberto e se iniciou os acabamentos da peça em argila agregando talco mineral, mica, óxidos, engobes.
A próxima etapa foi a confecção da cápsula - urna, feita a partir da cabeça de cera confeccionada inicialmente. Como um molde negativo, se colocou sobre a peça de cera a massa composta por argila em pó, vermiculita e materiais vegetais como palhas, óxidos, cinzas, chamote, mica. Cada ser humano é diferente do outro, cada cápsula também é diferente da outra. Cada participante selecionou seus materiais e confeccionou a sua cápsula. Estas cápsulas, por sua vez, guardam em si exatamente o espaço da cabeça.
Em ponto de couro, as cápsulas foram cortadas em partes, para serem retiradas da cabeça de cera e após estarem secas passaram pelo processo de queima em forno elétrico e Raku. Após a queima das partes, as cápsulas foram novamente montadas[D11] , sendo suas junções seladas em cera e seu acabamento feito com cera e óleo de linhaça.
Para completar a exposição foi montada uma mesa com as cabeças em cera e em terracota, algumas queimadas e outras não, dispostas sobre uma camada de sal grosso. Ainda, em outro ponto, foram dispostas, também suspensas, outras 7 cápsulas.


  Fig. 03: Ressonâncias II, vista do círculo de urnas com o sal ao centro e da mesa com   cabeças em argila e cera ao fundo, Galeria  de Artes da Unesp, São Paulo, 2012


CONCLUSÃO

A experiência adquirida durante o workshop, bem como a convivência com Virgínia Fróis, permitiram que este projeto continuasse seu desenvolvimento em outras regiões e envolvendo novos participantes.
Independente da presença da escultora, mas com a preocupação de manter seus conceitos e técnicas, o projeto Ressonâncias segue para sua terceira edição, sendo desenvolvido junto a Universidade de São João del Rei, Minas Gerais, sob orientação dos integrantes do projeto Ressonâncias II que fazem parte do do Grupo de Estudos Panorama da Cerâmica e conta com a participação de estudantes e membros da comunidade local e tem sua exposição programada para acontecer de 07 de novembro de 2013 à 08 de dezembro de 2013, no Centro Cultural da UFSJ – também conhecido como Solar da Baronesa,  Praça Dep. Augusto das Chagas Viegas, 17, Largo do Carmo, São João Del Rei - MG

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MATOS, Sara Antónia. Religare. In Catálogo Três Poéticas Dissonantes. Escultura Portuguesa Contemporânea. Galeria Instituto de Artes - UNESP/SP, 2012.

PÁGINAS DE INTERNET







terça-feira, 28 de agosto de 2012

QUEIMA RAKU

 
 
 Vera Lúcia Gozani conduz a queima em Raku sob orientação de Virgínia Fróis
 






Peças queimadas prontas para o Raku em outra queima
 






















sábado, 18 de agosto de 2012

RELIGARE

Sara Antónia Matos
Agosto, 2012

     O projecto “Ressonância II”, em exposição na UNESP, surge como corolário de um conjunto de obras que Virgínia Fróis tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos e que apresentam em comum a escolha do material cerâmico e a forma anelar. Nesse conjunto, incluem-se obras como “Anel” (2009-2011), “Coroa” (2010-12) e “Urnas” (2012) que fazem eco dessa forma circular. O anel está associado à ideia de vínculo. Quem o usa compromete-se a uma determinada ligação e, paradoxalmente, encontra-se subordinado a ela, mesmo que a relação de subordinação seja livremente consentida. Assim, as obras/instalações da artista põem em jogo um binómio de forças que versam a quebra da indissociabilidade e a reconstrução. Através delas, a artista procura materializar as ideias de perda e simultaneamente de religare, voltar a unir e pôr em contacto. Ora suspensas, no caso de “Urnas” e “Coroa”, ora assumindo o seu peso contra o chão, no caso de “Anel”, as obras evocam uma relação com o «ausente» convocando o espectador a habitá-las, mas simultaneamente a evadir-se delas para um universo íntimo.

     A peça agora exibida é constituída por um conjunto de cabeças suspensas que formam um circulo à altura do olhar do espectador, permitindo uma relação directa entre este e os rostos com que se depara.Estes, como que solicitam uma interlocução ainda que a mesma se exerça sem recurso à linguagem verbal. Aquelas cabeças apresentam-se estranhamente fechadas, sem orifícios abertos na espessa massa de cerâmica. Porém, do seu interior propaga-se um murmúrio oriundo de sete vozes femininas e uma masculina, fazendo eco sobre o espectador e apelando-lhe a um processo de introspecção. Invadido pelo murmúrio vindo da obra ou pelo silêncio que lhe subjaz, o espectador converte-se numa câmara de ressonância, podendo mergulhar nas suas memórias mais longínquas e ancestrais. Por isso, estes rostos assumem-se como vasos e urnas que selam, mas onde, como de um ovo, também se renasce. Assim, através da presença escultórica suscita-se um processo de diálogo silencioso que dispensa qualquer palavra. O que faz com que haja reciprocidade de comunicação entre a obra e o espectador? O desejo e a necessidade de partilha de cada ser humano, algo que não pode ser desligado da necessidade de reconhecimento, transformação e ânsia de vida. Como é que o desejo se manifesta? Comunicando. Qual é o meio utilizado nessa comunicação? É o corpo. O corpo do ser humano está no mundo, no sentido de presença activa, definindo-se também pela relação com os outros corpos.

     Este processo envolve um contacto vital: “comunicar com outrem é entrar em contacto, misturar substâncias”, diz o filósofo José Gil. “Qualquer que seja a maneira como se pensa este comunicar, ele implica um contacto directo que é, ao mesmo tempo, conhecimento e afecto” (Gil, 1997: 148). O contacto com o outro pode efectivar-se através do olhar, da pele, dos odores e das secreções. Estas formas de comunicação ganham corpo nas obras através dos elementos e materiais a que a escultora recorre. Para além das oito cabeças e do cone de sal que por baixo delas se eleva, conjunto recortado por um projector de luz branca que irradia de cima até à base, duas outras figuras surgem na penumbra, pontuando o espaço fora do circulo: a de um golfinho em terracota branca e de um pássaro em cera virgem. Estes constituem-se como elementos dinâmicos referentes à água e ao ar, apontando para o recomeço, anunciando o nascimento e a transcendência que destes advirá. Assim, na obra de Virgínia Fróis as matérias eleitas, entre elas o barro, o sal, o chumbo e a luz assumem uma dimensão simbólica, fazendo alusão directa ao corpo e ao espirito, à condição perecível da existência humana, à sua possibilidade de transcendência e purificação. Neste âmbito, pode entender-se que os materiais escultóricos usados pela autora reforçam o sentido de presença e de condição sensível inerentes quer, à experiência estética, quer à relação com o outro.

     Em última instância, significa que produzir uma obra de arte é também comunicar com o outro, reclamar a sua generosidade, disponibilidade e recepção. Quando se pressente que não há reciprocidade do outro lado, do outro corpo “sentimo-nos incapazes de comunicar com ele – quer dizer, de abrir o nosso interior e a nossa pele ao seu interior. O nosso espaço de limiar retrai-se, recusa-se – porque não há espaço de limiar do outro lado (…).” (Gil, 1997: 159). Deste modo, não é estranho que a escultora parta para a realização deste trabalho envolvendo outros criadores no fazer artístico desde a génese, isto é, desde o seu nascer. Por via dessa colaboração, a obra vai-se alterando e conhecendo outras formulações com a partilha, a troca de ideias e contribuição dos pares. As peças foram realizadas na oficina de cerâmica da UNESP, com alunos de estudos avançados do Instituto de Artes, nas àreas das Artes Visuais/Cerâmica, Teatro e Música. Esta partilha, que aliás não é estranha ao percurso da Virginia Fróis – recorda-se que conceptual e metodologicamente, a autora tem desenvolvido diferentes formas de colaboração com grupos específicos –, proporciona uma reflexão sobre a criação individual e em grupo.
     É para o trabalho conjunto sobre a memória, o luto e as experiências sensíveis, próprias da existência humana, que remete o trabalho da artista, ao lembrar que cada indivíduo não tem existência isolada.


Referências: 
José Gil, (1997) Metamorfoses do Corpo, Relógio D`Água, Colecção Antropos, 2ª edição, Lisboa.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

VIRGÍNIA FRÓIS - Currículo




Virgínia da Conceição Oliveira Ferreira Fróis
BI 6930443
Local e data de nascimento: Rio Maior, 1954 /10/ 9
Nacionalidade: Portuguesa
Morada: Rua D. Sancho I, 4, 1º esq.  7050- 225 Montemor - o – Novo - PORTUGAL
Contactos: email: virginiafrois@gmail.com
Telefone: 00351  266 896048 ; Telemovel  00351 918186467


     As actividades desenvolvidas no âmbito das Artes Plásticas, situam-se em três áreas: 1- Animação Cultural (desde 1976 ); 2 - Investigação e Docência na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (desde 1998); 3 - Criação Artística (desde 1987). Estas áreas decorrem num processo interligado e complementar.

1. Na Animação Cultural destaca-se a fundação da Oficina da Criança em Santarém (1976) e em Montemor-o-Novo (1981), e a Associação de Arte e Comunicação Oficinas do Convento (1991), sendo presidente da associação até 2004 (www.oficinasdoconvento.com).
     Das actividades desta Associação salienta-se a direcção dos três  Simpósios  Internacionais de Escultura em Terracota (1996,1998 e 2001) e do projecto Projectar o Rio (2003 a 2005) intervenções transdisciplinares no âmbito da Arte e da Ciência www.unsitionorio.com e os ciclos de conferências Conversas á volta do peso e da leveza (link:  Projectos ver dopesoedaleveza Esculturas leves – vídeo : videos.sapo.pt; http://vimeo.com/8948892). Coordena as actividades do Telheiro da Encosta do Castelo (link: Projectos ver Telheiro da Encosta do Castelo) e as actividades de cooperação com o Centro de Artes e Ofícios de Trás di Munti. Link: centro de artes e ofícios .
Colabora na programação geral.

2. Professora Associada  na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa onde desenvolve actividade de Investigação e Docência, destacam-se a orientação de vários trabalhos de investigação no âmbito do  Mestrado de ensino de Doutoramento e de  Pós doutoramento em Belas Artes / Escultura. Lecciona as Unidades Curriculares de Cerâmica e de Escultura.
No âmbito da Investigação coordena o Projecto de Investigação Escultura Cerâmica (2001 a 2004)  (www.fba.ul.pt ; Investigação/ CIEBA, Instituto Francisco de Holanda link: Escultura Cerâmica), salienta-se o trabalho de recuperação de Esculturas do espólio da Escultura Barroca em terracota do Mosteiro de Alcobaça e a produção da Exposição (E)vocações em parceria com o IPPAR (2003 a 2004).

     Colabora com o Atelier Mar em Cabo Verde na elaboração do Plano de Estudos para os cursos de Artes Visuais da Escola Internacional de Artes do Mindelo (2002 a 2004).
Visita Cabo Verde em Dezembro de 2003, ilhas de S.Vicente, Sº Antão e Boa Vista, com o objectivo de elaborar um projecto de investigação na área da actividade Cerâmica Olaria de Mulheres. Em Setembro de 2004 desloca-se às ilhas de Santiago e S. Vicente para completar o conhecimento no local desta actividade cerâmica e em 2005 viaja durante dois meses nas ilhas para compreender o território e estabelecer contactos com entidades governamentais.

     Desenvolve o Projecto Guardar Águas (2006 a 2007) ( Terra di Barro  http://youtu.be/mp-J6cJrgwo; Reportagem http://youtu.be/I7X0HT_06uE), ao abrigo de uma licença sabática, investiga no campo da Etnocerâmica / Olaria de Mulheres na comunidade de Trás di Munti no Município do Tarrafal de Santiago em Cabo Verde, onde desenvolve ações de resgate da arte da olaria, organizando formação de jovens mulheres, divulgando o seu trabalho e promovendo participação em feiras no território, deslocando as Mestras oleiras a Portugal (2007/8), em  em ações de valorização da actividade de divulgação e de mediação.  Em 2009 funda o Centro de Artes e Ofícios onde coordena a actividades de investigação e cooperação para o desenvolvimento.

    Das participações em seminários e congressos salientam-se : Engendering acreative milieu Arts and local development in Montemor (Alentejo) (2005) - 41st ISoCaRP International Congress BILBAO;  Da água, os potes (2009) ,Seminário sobre tecnologia cerâmica no Museu da Arte  pré-histórico e do Sagrado do vale do Tejo, Mação; Da arquitectura para a escultura a terra como uma busca de sentidos (2010), 6º atp seminário de arquitectura de terra em Portugal / 9º siacot seminário ibero-americano de construção e arquitectura com terra –  Coimbra; “Projecto Rio: Arte, Ciência e Património (2010) Semana de Arte Urbana Benfica, Grupo Meio Fio de Pesquisa e Ação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Fortaleza – IFCE; Uma escultura como interface para um espaço arqueológico (2011) (em pareceria com  a investigadora Rosana Tagliari Bortolin, Brasil), Congresso IUPPS  Florianopolis, Brasil.
Pesquisador Visitante na Universidade Estadual de São Paulo, UNESP, Brasil (2010) por convite da Investigadora Lalada Dauglish, onde  orientou o Seminário de Investigação Arte e Participação proferindo várias conferencias (Youtube: O uso da cerâmica hoje na criação), participou nas Atividades de Extensão visitando a atividade cerâmica do Vale do Jequitinhonha onde visitou os centros oleiros de Santana do Araçuaí, Carai e em Minas Novas as comunidades de Coqueiro do Campo e Campo Alegre.
Publicações saliento os artigos : Reflexões em torno da criação e da acção: Alguns projectos da Associação Cultural Oficinas do Convento; Revista VEDUTA (Guimarães 2011) e  Reabilitação de um Telheiro em Montemor-o-Novo; Revista ARTE TEORIA (Lisboa  2012).








3- Na Criação Artística, várias exposições individuais (desde 1992) salientam-se as Exposições Terrenos(1991), Galeria Municipal em Montemor-o-Novo; Moradas (1998) Casa das Artes/ Museu Jorge Vieira, Beja;   Espelhos (2000) Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea em Almada.
Das participações em exposições colectivas as Exposições: Contornos Cerâmicos (2003/4 Córdova, Lugo, Zaragoza e Vendrell); (E)vocações (Galeria de Exposições Temporárias Mosteiro de Alcobaça - Agosto de 2003 a Abril de 2004 ); A Shirek, from na Invisible Box (Meguro Museum of Art Tokio 2001); Escultura Cerâmica Ibérica Contemporánea (Junta da Galicia, 2007)  Escultura com Afectos (Armazém das Artes/ Fundação Cultural Alcobaça e Sociedade Nacional de Belas Artes Lisboa - 2007); Esculturas Leves ( Montemor-o-Novo, Fundão 2010) Laboratório Way out Instalação sem nome, (youtu.be; sem nome)(Hospital Júlio de Matos Lisboa- 2009) Cerâmica Hoje 5 Autores Portugueses (Museu Amadeu de Sousa Cardoso e em Saragoza no CERCO, 2011)
     No campo da Arte Pública destacam-se: Monumento Associativismo (1994, Almada /ver na internet); Monumento ao poder local democrático –Sítio (Almada, 2001); Homenagem ao Corticeiro (Rotunda da Mundet Montijo, 2004 ); Projecto “NOMES”, (comemoração do centenário da morte de Rafael Bordalo Pinheiro, Caldas da Rainha, 2005) e o Relevo Cerâmico para a Sala de audiências do Tribunal da Relação de Lisboa, e a Escultura para entrada do Tribunal de Arraiolos, (Ministério da Justiça, 1996).
Recebe os seguintes prémios: Menção Honrosa em Escultura de Interior na Bienal de Escultura e Desenho de Caldas da Rainha, 1991 e  em 1993, obteve o primeiro lugar no Concurso para o Monumento ao Associativismo Popular promovido pela Câmara Municipal de Almada, inaugurado em 1994.
Apresenta a obra Anel II- Fóssil apresentado na Exposição de Escultura no Picadeiro dos Museus da Politécnica da Universidade de Lisboa (Janeiro de 2012). Novas peças a expor: Anel III, terracota, e o Anel IV, videograma, (Anel  http://youtu.be/fPvr-cYRRUM; Processo Anel  http://youtu.be/rCVr1DpHRFg).



 VF/ Maio 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mônica Maruyama


 







 
Mônica Maruyama, graduada em Artes Visuais pelo Instituto de Artes - Unesp - SP,  IV período.

Stela Kehde


Química de formação, com dedicação em pesquisa de energia nuclear.
Atualmente tem o Paisagismo como profissão onde agrega a cerâmica ao setor de decoração.
Freqüenta o curso de Artes Visuais da UNESP e auxilia como colaboradora em oficinas de cerâmica dos cursos de pós– graduação .

Participou de palestras, workshops no SESI Mário Amato , cursos de extensão em cerâmica na USP e SESC Pompéia .



 

Moyra Madeira



Elaine Santos




Elaine Santos, ceramista e escultora. Tem mestrado em Artes Visuais pela Unesp, bacharelado em escultura pela UFRJ e licenciatura em Educação Artística e habilitação em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de exposições artísticas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Argentina
 

Valéria Rodrigues



     Valéria Rodrigues é especialista em Arte Terapia, Psicóloga, Professora da Pós Graduação em Arte Terapia do IJEP/FACIS, Mestranda em Artes pelo IA-Instituto de Artes-UNESP-SP/Capes e pesquisadora do Grupo Panorama da Cerâmica Latino Americana – Tradicional ao Contemporâneo, coordenado por sua orientadora Lalada Dalglish, IA-UNESP/CNPQ;  participa da organização da Jornada de Pesquisa do IA-2013.      

Membro do Grupo de reflexão- Psicopatologia Reimaginada; Grupo de supervisão - Reimaginando a partir de Casos Clínicos; da ONG - Clínica Oficina Kairós coordenado por Ajax Péres Salvador.Tem experiência em artes, com ênfase em arte terapia e projetos de colaboração artística e criação coletiva."




​leria99@terra.com.br